quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Emmanuel que participou da Codificação era um engenheiro sueco


Os espiritólicos até tentaram. E tentaram insistir. Há até livro com argumentos "científicos". Mas de nada adiantou. O jesuíta Emmanuel, o antigo Padre Manuel da Nóbrega da História do Brasil e espécie de "déspota do além" do "espiritismo" brasileiro da FEB, não participou mesmo do grupo de espíritos que mandaram mensagem para Allan Kardec, sob a supervisão do Espírito da Verdade.

O Emmanuel que participou do admirável grupo de espíritos, que independente de serem superiores ou não, manifestavam-se honestamente nas mensagens codificadas por Allan Kardec em obras como o Livro dos Espíritos e Evangelho Segundo o Espiritismo, nem mesmo português era, e passou a anos-luz da zona de influência da roustanguista Federação "Espírita" Brasileira.

Seu nome era Emmanuel Von Swedenborg. Era um engenheiro e cientista sueco. Em vida, ele até tinha uma credulidade religiosa acentuada, mas isso não o impediu a ser um homem de ciências de seu tempo, tendo sido um notável e atuante engenheiro do seu tempo. Viveu entre 1688 e 1772 e nasceu em Estocolmo.

Filho de um bispo luterano, Swedenborg foi engenheiro militar, especializado em mineração, e serviu ao rei Carlos XII, da Suécia. Foi também uma das maiores autoridades de Física e Astronomia de seu país, e também era especializado em Zoologia e Anatomia. Apenas pecava por suas análises extremamente religiosas sobre a Bíblia, com pontos de vista extremamente discutíveis.

Depois de seu falecimento, aos 84 anos, Swedenborg se manifestou, como espírito, através de uma sessão mediúnica em Londres, em 1844. Mais tarde, foi um dos espíritos a deixar seu depoimento na seção Prolegômenos, do Livro dos Espíritos escrito por Allan Kardec, provavelmente tendo superado suas antigas crenças religiosas.

Sobre Swedenborg, Allan Kardec havia escrito em artigo publicado numa edição da Revista Espírita, em 1859:

"Swedeborg é um desses personagens mais conhecidos de nome que de fato, ao menos pelo seu vulgo. Suas obras, muito volumosas, e, em geral, muito abstratas, são lidas quase só pelos eruditos. Assim a maioria das pessoas que delas falam, ficaria muito embaraçada para dizer o que ele era. Para uns, é um grande homem, objeto de profunda veneração, sem saberem porquê; para outros, um charlatão, um visionário, um taumaturgo.

Como todos os homens que professam idéias contrárias à maioria, idéias que ferem certos preconceitos, ele teve ainda os contraditores. Se estes tivessem se limitado a refutá-lo, estariam no seu direito. Mas o facciosismo nada respeita e as mais nobres qualidades não são reconhecidas por eles, os contraditores. Swedenborg não poderia ser uma exceção.

Sua doutrina, sem dúvida, deixa muito a desejar. Ele próprio, hoje, está longe de aprová-la em todos os pontos. Entretanto, por mais refutável que seja, nem por isso deixará de ser um dos homens mais eminentes do seu século.

(...)

Um dos pontos fundamentais repousa naquilo que ele chama de as correspondências. Na sua opinião, estando os mundos, espiritual e natural, ligados entre si, como o interior ao exterior, resulta que as coisas espirituais e as coisas naturais constituem uma unidade, por influxo e há, entre elas, uma correspondência. 

Eis o princípio; mas o que deve ser entendido por essa correspondência e esse influxo: eis o que é difícil apreender".

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